maio 24, 2010

Corridas na Eritreia

Ainda que o blog seja dedicado às corridas de Angola, sempre postarei fotos de outros países africanos que têm a história automobilística pouco conhecida - exceção para África do Sul, que tem sua história bem documentada.
Pelas fotos há registros de corridas em Asmara e outras cidades da Eritreia (antiga colônia italiana) em 1948, 50, 52, 54, 60, 64, 68, 69, 71 e 74.
Fotos são sempre bem-vindas. Envie a sua colaboração, já que a finalidade do blog é divulgar o maravilhoso automobilismo de antigamente que está nas gavetas.
Além de Angola, temos fotos de Moçambique, Rodésia, Eritreia e Etiópia.

Lino Rossi - 1948

Alfa Romeo Alfetta - Circuito de 1950
Circuito del 1950 - Alfa Romeo Alfetta

Asmara - 3/11/1950
Alfa Romeo 6 cilindros em linha (Pippo Dal Re e Arturo)
Pippo Dal Re e Arturo su Alfa 6 cilindri in linea

Arturo na oficina - preparação de motores na Seferian - 1952-53 ?
Preparazione motori alla Seferian - Arturo in officina - 1952-53 ?

Nefasit-Asmara - Arturo é o 2º colocado com Guzzi R500 - 1954
1954 - corsa in salita - Nefasit-Asmara - Secondo classificato Arturo su Guzzi R500

Fiat 1100S (Amleto Cangi)
Amleto Cangi su Fiat 1100S

Circuito di Keren - 17/4/1960
Cristoforo Bigi, Arturo e Arturo Megna - si aspetta il via

Arturo à frente de Bigi (3/4/1960)
3-4-1960 - Arturo davanti a Bigi

Keren - 17/04/1960

Austin Sprite (Arturo) - Circuito de Massaua - 11/1964
Circuito di Massaua - 11-1964 - Arturo su Austin Sprite

Lino Rossi e Riccardo Tarantino - Circuito de Massaua - 1964
Circuito di Massaua - 1964 - Lino Rossi e Riccardo Tarantino

Taulud - 11/1964

Taulud Massaua - 11/1964

 
Taulud Massaua - 11/1964

Dal Re, Masci e Arturo Falletta - Taulud - 3/1968

Arbaroba-Asmara - largada - 1968
1968 - Arbaroba-Asmara - corsa in salita

Asmara - largada - 1968
1968 - Asmara - in attesa delvia

Volkswagen Karmann-Ghia (Arturo) - Nefasit-Asmara - largada
Arbaroba - corsa in salita - Nefasit-Asmara - Arturo su Volkswagen Karmann-Ghia

Curva da Geladeira - 1968
1968 - Curva delle ghiacciaie

Alfa Romeo Conrero - Circuito de Massaua - 3/1968
Circuito di Massaua - 3-1968 - Alfa Romeo Conrero

Parte do circuito de Asmara - 1969
Part del circuito automobilistico di Asmara -1969
  
Curva da Cruz do Sul - Circuito de Asmara - 2/1969
Circuito di Asmara - 2-1969 - Curva della Croce del Sud

 
Volkswagen 1300 na 1º posição (Arturo) - Circuito Expo - Asmara 
Asmara - 2-1969 - Circuito Expo - Arturo su Volksvagen 1300 primo

Entrada da rua Roma -1969
1969 - imbocco viale Roma

Circuito de Massaua - depois da larganda na curva da geladeira - 31/1/1971
Circuito di Massaua - 31-1-1971 - dopo il via alle Ghiacciaie


Alinhado para a largada - 31/01/71
31-01-1971 - Allineati per il via

Fiat Abarth 1000 - Massaua - 31/01/1971
31-01-1971 - Massaua - Abarth Scorpione 1000
  
Fiat Abarth 850 Nurburgring - Taulud - 31/01/1971
Taulud - 31-1-1971- Fiat Abarth 850 Nurburgring- si va verso il traguardo

Volkswagen Guia e Abarth 850 TCSS (Fazzi, os dois Marfoglia e Arturo) - Massaua - 1974
Massaua - 1974 - Fazzi  - i due Marfoglia e Arturo - Volkswagen Ghia - Abarth 850 TCSS

Fiat 1100 Stanguellini (Giovanni Cetto) - Circuito de Massaua - Taulud
Circuito di Massaua - Taulud - Giovanni Cetto su Fiat 1100 Stanguellini



Fotos gentilmente cedidas pelos autores:



Circuito de Asmara - 1950
Circuito di Asmara - 1950



Algumas informações sobre provas na Eritrea em 1948, 49 e 50 estão neste link do Wikipedia

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Alfa Romeo 8C2300 Monza - 1933- chassis 2311206

Veja a história deste carro que correu também na Eritrea:
http://christopherleydon.com/Zabout/kudos/press/1989/89schon.html


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Our main goal is racing in Angola but there´s many rare and interesting photos from other African countries and we are going to post it here like these from Eritrea (former Italian colony). Exception is South Africa which has a well know motor race history.
According the pictures races took place in Asmara and other cities in 1948, 50, 52, 54, 60, 64, 68, 69, 71 and 74.
Your photos are welcome. Share it.
Besides Angola we posted photos from Mozambique, Rhodesia, Eritrea e Ethiópia.

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Nostro objetivo è di mostrare le corse in Angola ma anche vogliamo mostrare tanti rare e interessanti foto di altre paesi africane chi no si conosce como questi di Eritrea (era una colonia di Italia). La ecepzione è la Africa del Sud que c´è una istòria molto bene documentata.
Questi foto mostrano corse in Asmara e altri città in 1948, 50, 52, 54, 60, 64, 68, 69 e 74.
Se voi avete qualque foto di questo periodo, enviate a noi.
Nel Blog c`è anche alcuni foto di Moçambique, Rodesia, Eritrea e Etiopia.



maio 20, 2010

Alpine A110 no Brasil



Este é o que chegou no Brasil vindo de Angola pintado com aquele azul metálico clássico. Era um carro de rali (cheio de acessórios especiais e instrumentos Halda) que o português de Angola vendeu para um amigo (Ferraiolo) nosso. Depois o carro teve mais um ou dois donos até chegar no dono atual (Valtinho), que o pintou com este azul não metálico, mas original da Alpine também.

Este carro hoje mora no interior de São Paulo e está sensacional.
 
 
Quem souber mais sobre este carro e suas origens, por favor, faça contato com o Blog pelo: motorsportinangola@gmail.com



Acima um Alpine A110 no Rally do BCA- Moura Pinheiro (piloto) e José Manuel Dinis (navegador) - 1973 - Angola

maio 18, 2010

Alpine A110 em Angola




Com a colaboração do amigo Jaime Melo, apresentamos duas fotografias das corridas em Angola nos anos de 1975. Trata-se de um Alpine A110 1100 (com muitos cavalos), matrícula AAD-34-80, conduzido por Alfredo Matos na Corrida da Solidariedade.

Na foto abaixo vemos o A 110 em perseguição do Camaro de Jaime Guinapo.

Entretanto, este A110 veio para Portugal e nos tempos mais recentes terá estado por Santo Tirso e Coimbra.
 
Matéria reproduzida do excelente Blog Alpine Portugal


Ao pedir autorização para publicar, recebi a gentil mensagem do PB Pereira:
"Esteja à vontade. É um prazer recebê-lo neste "poiso" dos alpinistas portugueses. Apareça sempre. Um abraço".

 

Inauguração do Autódromo de Luanda - 1972 - vídeo

O programa Rotações entrevistou António Peixinho e Joaquim Silveira Machado. Ambos falam da inauguração do autódromo em 1972.


SOBRE A TEMPORADA ANGOLANA DE 1975

Por incrível que pareça, no terrível ano de 1975 ainda se disputaram algumas corridas em Angola. Como escrevia Norberto Gouveia na Revista Automundo, para além da situação crítica vivida no território africano, o automobilismo é, ainda, o prato forte de algumas dezenas de carolas que de vez em quando (caso não hajam confrontos militares), se reúnem para viverem o desporto que praticam.


Moçâmedes

Mantendo a tradição dos últimos anos, a época começou com o circuito de Moçâmedes, passando depois para o Circuito de Malange e... por força dos acontecimentos, apenas regressaria para uma última corrida, de solidariedade, disputada no Autódromo de Luanda. A guerra civil impediria o normal prosseguimento da época desportiva e, com o êxodo dos portugueses, muitos carros de competição ficaram abandonados na antiga Província Ultramarina. Como triste curiosidade, a última notícia que Helder de Sousa teve do seu antigo Lotus Europa do Team Lis, é que alguém o vira equipado com uma metralhadora e participava nos combates de Luanda.

Matéria originalmente publicada em Memórias Desportivas

Chana - o protótipo de Fernando Coelho


Chana nas 3 horas de Luanda em 1972 - 9º lugar



O Chana

Há pessoas cuja visão ultrapassa todos os obstáculos. É o caso de Fernando Coelho, um entusiasta que sonhou em fazer o seu próprio carro de corridas. Depois de alinhar com um “Lotus Chana I”, Coelho avançou para uma versão mais sofisticada, o Chana II. A base era a mesma, um Lotus Super Seven mas, a carroçaria, era um misto de alumínio e de fibra de vidro. Para equilibrar um pouco a péssima distribuição de massas (recorde-se que o motor era à frente), o carro foi equipado com jantes de ferro de 13x9 na retaguarda e de liga leve de 12x6 no eixo dianteiro “para tornar o carro menos sobrevirador, uma vez que o motor é na frente e a traseira torna-se muito leve”, como dizia o construtor.

O carro receceu um motor Lotus Twin Cam 1.600, com 160 CV de potência e uma caixa “close ratio” de quatro marchas.

O sonho de F. Coelho era montar um motor BMW de dois litros.

À parte os resultados em competição, influenciados pela falta de ensaios suficientes, o Chana II tem, acima de tudo, o grande mérito de demonstrar que em Angola, nos anos setenta, já havia tecnologia para fazer moldes e trabalhar a fibra de vidro. Coelho fez o molde, a empresa Wandschneider realizou a carroçaria, tudo por 15 mil escudos (€2.674).

*Texto reproduzido de jornal da época (abaixo). Fotos: Tuku Tuku



 
 
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“Understanding how it works is half the battle; making it work better is the mechanic’s ability.”

Américo Nunes e Porsche em Angola

Porsche Carrera 6 em Moçâmedes
Foto do arquivo particular de Américo Nunes

No início de 1973, sendo o Campeão Nacional de Velocidade em título, Américo Nunes fez parte de uma comitiva de pilotos da metrópole convidados para ir correr a Moçâmedes num circuito automóvel organizado no decurso das "Festas do Mar" da localidade Angolana. Além do piloto que levou o seu fiel Carrera 6 para participar na corrida dos Grupos 2, 3, 4 e 5, também Carlos Santos (Aurora Porsche) e Ernesto Neves (Lotus 62) efectuaram a deslocação africana. A corrida disputada num pouco seguro circuito improvisado que passava na zona das docas, foi vencida por Ernesto Neves e Nunes ficou em 2º da geral, depois de uma luta intensa com Emílio Marta (Ford GT 40) e Carlos Santos. No decurso da viagem, Américo Nunes soube que o Carrera 6 já não poderia participar nas provas do CNV português de 1973 e decidiu vendê-lo em Angola. Desse modo, no que na época pareceu ser um bom negócio, após a corrida de Moçâmedes o 906 foi cedido ao piloto local Herculano Areias por mais 30.000$00 do que o preço de aquisição, ou seja 200.000$00 (1000€). Este valor da venda equivalerá em números redondos a aproximadamente 350 vezes (!!!) menos do que valeria hoje em dia o Carrera 6, como carro de colecção...

Texto gentilmente cedido pelo autor Ricardo Grilo e por Sportclasse, local onde foi publicado originalmente.
Lá está excelente reportagem com toda a carreira de Américo Nunes com Porsche.

maio 12, 2010

NSU Protótipo

NSU prototype


NSU Protótipo (Amadeu Inácio)
Foto: Clássicos na Pista


Em 29/01/10 publiquei esta foto juntamente com várias outras gentilmente cedidas por Francisco Lemos Ferreira, o que mais uma vez agradeço.
Depois disto, troquei alguns e-mails com o sr. Amadeu Inácio, que gentilmente corrigiu algumas informações que eu tinha até o momento. E este é o objetivo do blog - que se enriqueça com mais fotos e que as histórias sejam contadas e corrigidas.

Nas palavras de Amadeu:
- Fiquei surpreendido por encontrar no vosso site uma foto minha que nem sabia que existia. Não tenho uma única foto deste carro em 1972 (vermelho).

E como foi criado o NSU Protótipo ?
- Houve um acidente com o NSU TTS (de Amadeu Inácio). Com as peças mecânicas deste carro (motor, caixa de velocidades e diferencial) e a carroceria de outro, foi construído o Spider.

O acontecimento foi assim, explica Amadeu:
3 horas da Huila 1970, em que morreu o mestre Corte Real Pereira (tanto como piloto, como mecânico). Inscrevi o meu NSU TTS tendo como equipier (companheiro) o Gil Morgado.
Esse NSU TTS foi preparado na Bélgica pela empresa Hollebecq (NSU Belgian Team) apenas na parte tocante ao motor. O carro estava equipado com uma caixa de velocidades Semi close, a única que a NSU fornecia.
Capot da bagageira, Capot do motor e portas em fibra de vidro eu mandei fabricar em Luanda, rodas 12 “ com pneus Dunlop Racing 450 L 12, etc. etc.
O Gil Morgado, já era meu amigo de há muitos anos, meu mecânico desde que tive o 1º NSU (Prinz 4) até virmos embora de Angola, eu em 1978 e ele em 1980 salvo erro.
Em 1967 comecei a fazer Ralis e a partir do segundo rali ele Gil Morgado passou a ser o meu pendura, o que aconteceu até 1969, ano que deixei os Ralis.
Ainda em 1968 fiz como 2º piloto de um NSU a minha primeira participação nas 6 horas do Huambo. A partir de 1969 todas as participações nessa mítica prova fiz sempre com o Gil Morgado, bem como os 500 kms de Benguela e as 3 Horas de Sá da Bandeira, em que uma vezes eu era concorrente e 1º piloto, se assim se pode chamar (nenhum de nós tinha esses estatuto), outras vezes invertia-se e era o Gil o Concorrente o primeiro piloto e eu o 2º.
Como piloto eu confiava tanto nele como ele em mim. Em todas as provas fazíamos exactamente os mesmos tempos, ou seja, rodávamos normalmente no mesmo segundo.


Voltando aos acontecimentos da prova: 3 horas de Sá da Bandeira 1970.
A hora e meia de prova entreguei o carro ao Morgado em 3º da Geral. À nossa frente estavam apenas o Nicha e o Zé Lampreia ambos em BMW Schnitzer. Atrás andava o GT 40, todos os outros Schnitzer, etc.etc.
· A cinco minutos do final da prova (3 voltas + -) o Morgado na recta da meta a subir vai a ultrapassar o Cardão em Vauxall e o Lampreia a ultrapassar os dois (Morgado e Cardão). Ao passar pelo TTS dá-lhe um toque com a roda da frente direita na roda traseira esquerda . O NSU sai de traseira para a direita e dá uma traseirada no Vauxall do Cardão e capota já de marcha atrás. O Cardão sai em piões para a direita e o Lampreia em piões para a esquerda. O NSU vai em frente de rodas para o ar e de traseira pela pista fora.
· As boxes eram no passeio da Avenida (a subir), e eu estava sentado no passeio a beber uma Coca Cola, e vi passar o carro e exclamei: Olha o meu carro vai de pernas para o ar!. Passou a Meta de rodas para o ar.
· Fui eu e bastante gente acudir. O Morgado apenas queimou um bocadinho o braço a roçar no asfalto. Endireitámos o carro que trabalhava perfeitamente mas estava em ponto morto e não engatava nenhuma mudança, pois o cachimbo do tirante tinha-se desenfiado da esfera que está á saída da caixa.
· Resultado, desistência a 3 voltas do fim. Como a prova era por tempo (3 horas) não fomos classificados. Se a prova fosse à distância mesmo com o acidente, ainda ficaríamos muito bem classificados.
· Minutos depois de terminar a prova, conseguimos enfiar o dito cujo cachimbo, e lá fomos para o Hotel sem nenhum vidro. No dia seguinte fizemos a viagem para Luanda. No banco de trás só se podia viajar deitado pois o tejadilho encostou ao banco. Como estávamos no cacimbo, tivemos de arranjar daqueles cobertores baratos a que chamava-mos “kambrikitos”, fizemos um buraco no meio, passámos por aí a cabeça e lá viemos para Luanda tal qual Mexicanos.
· Final da história: O TTS bastante danificado, mas o pior foi a tristeza de não acabarmos a prova, que no meu caso era a corrida da minha vida.
O Gil Morgado havia já bastante tempo que não trabalhava como Chefe e mecânico principal do Importador NSU – Soc. Comercial Lusolanda, mas sim por conta própria numa oficina instalada dentro do complexo garagem e oficinas do ATCA.
O Irmão dele, Ramiro Mendes Duarte, não sendo bate-chapas tinha uma oficina dessa especialidade a cerca de 300 metros de minha casa.
Um certo dia, estava eu, o Gil e o Ramiro na oficina de bate chapas do Ramiro e vi um NSU Prinz 1000 em péssimo estado que estava a um canto da oficina. Falámos do carro e o Ramiro disse que o carro era dele e provavelmente o seu fim seria a sucata. Logo aí, eu disse: E porque não fazemos deste carro um carro de competição aproveitando todas as peças de competição do meu TTS. Dito e feito, logo ali disse corta-se aqui, rebaixa-se ali, etc etc. Assim se começou este carro. Além de todas as peças do meu TTS, ainda mandei fabricar 2 baquets também em fibra com fixação em tubo de ferro, mandei fabricar o pequeno para brisas em acrílico, uma peça em fibra logo atrás das baquets que seguia até ao local onde o vidro traseiro encaixava (só na parte inferior), com uma tampa que dava acesso à bateria, o retrovisor elevado tipo barqueta, os cintos de segurança de 6 apoios que em 1972 passaram a ser obrigatórios, um depósito de 90 litros em borracha (de avião) que comprei num sucateiro e muitas outras coisas. O Ramiro deu a mão de obra de algum dos seus operários e o Gil a colocação das peças mecânicas.
Em 73 fiz com esse carro a última corrida e o carro ficou na oficina do Gil, com todas as peças que eu tinha dado para o caro, tendo sido retirado para mim apenas a parte mecânica que voltei a por no meu TTS depois de reparado.
Parece-me que esse carro ainda em 73 e em 1974 ainda fez algumas provas com o Gil, com um motor dele alterado para 1.300 cc. , com pistões de maior diâmetro que fui eu que mandei fabricar em Portugal na Ferreirinha a seu pedido e de sua conta.
Esse pistões deram bastantes problemas, pois eram fundidos e não forjados e as caixas dos segmentos cediam ao fim de poucos kilómetros. 
Entretanto já depois da Independência em 1978, vi essa carcaça no quintal da casa onde o Gil viveu no Bairro do Cruzeiro antes de se mudar para as Ingombotas.
 




Foto: Tuku Tuku

Nesta foto (6 horas Nova Lisboa 1972) estou eu com o Helder de Sousa e está o Ramiro do lado esquerdo do carro. Estou frequentemente com o Helder, almoçamos juntos bastantes vezes no meu Kartódromo.


Ainda nas palavras de Amadeu:
Esta foto (acima) é do mesmo carro em 72 nas 6 Horas de Nova Lisboa.
Nessa prova, nos treinos de sábado à tarde, o meu colega de equipa Gil Morgado bateu, tendo destruído a frente direita (que se vê remendada com autocolantes). O pessoal passou a noite recuperando o carro. O carro tinha uma bomba de gasolina eléctrica mesmo no sitio da batida. Como a bomba ficou destruída, ligaram a bomba mecânica e retiraram a eléctrica partida, tendo deixado os fios eléctricos pendurados.


 
Circuito de Novo Redondo - 1973 - (Gil Morgado) - 10th colocado
  Foto: Coutinho (publicada na revista Equipa) 

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6 h de Nova Lisboa - 3, 4 e 5 de Agosto de 1973

6 h de Nova Lisboa - 3, 4 e 5 de Agosto de 1973

Huambo - 1973 - (Gil Morgado)


* Post atualizado em 17/04/12